Design e negócios
No atual cenário de competição do mercado, o design é ferramenta essencial na gestão de pequenas e médias empresas.
Imagine que sua empresa produz compotas de pêssego. Toda produção da mercadoria é feita de forma artesanal e possui diversas qualidades que os produtos industrializados não possuem. Como comunicar esses diferenciais ao consumidor? Para vendas em pequena escala, o empresário pode divulgá-los verbalmente. Entretanto, quando nos referimos à produção em maior quantidade, já não é possível falar com todos os clientes individualmente.
Entra em cena aqui o design. Até então visto pelos empresários brasileiros como uma ferramenta inacessível à pequenas e médias empresas, em países na América do Norte e Europa o design é parte integrante na concepção de uma empresa ou serviço. Através de atributos como a embalagem, marca e material promocional é possivel dar vida e personalidade a produtos ou serviços. Fazendo-o assim dialogar com o consumidor e enaltecer, por si, seus diferenciais, destacando-se da concorrência.
O exemplo da produção em compotas aplica-se a qualquer serviço ou produto produzido atualmente: DVDs, livros, eventos, empreendimentos imobiliários, óculos, buffets, hotéis, escolas, bancos e muito mais
Análise histórica
A relevância do design fica mais clara se analisarmos a história. Com a criação da sociedade de massas após a revolução industrial, no século XIX, criou-se a necessidade de segmentar os grupos de consumidores, baseando-se nas suas preferências, faixa de renda, nível cultural, etc. Essa segmentação gerou novos mercados e divide-os cada vez mais – hoje não existe simplesmente o esportista, mas sim o corredor de maratonas de rua, o skatista de pistas verticais ou o alpinista indoor. Com uma identidade estruturada no acervo visual e cultural do seu público, sua instituição estreita laços no relacionamento com o consumidor, tornando-a memorável e conquista maior participação no seu segmento de atuação, conhecido no jargão do mercado por share-of-mind e market share.
De maneira prática, o design pode contribuir na condução dos negócios por meio da definição da personalidade de sua empresa, fidelização do cliente, maior competitividade, aumento nas vendas, melhor posicionamento de mercado e motivação dos funcionários.
Esses objetivos podem ser alcançados através da criação de uma marca que identifique a empresa, do estabelecimento de cores e papelaria institucionais, websites, sistemas de sinalização, fachadas e material promocional como convites, folhetos e flyers. E, de modo mais abrangente, pode abarcar inclusive elementos como ambientação, objetos utensílios e decorativos, mobília e iluminação entre outros.
Por fim, o design consagra-se como uma importante ferramenta gerencial para atingir os objetivos e metas definidos para sua corporação. Em virtude do retorno de investimento (da sigla inglesa ROI) altamente atrativo, a comunicação posiciona-se como uma alternativa acessível para os pequenos e médios empresários brasileiros que pode garantir uma melhor condução dos negócios, essencial no acirrado mercado contemporâneo.
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Leonardo Almeida é designer e gestor da ANAUÊ Design Estratégico.
